| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Thraupidae |
| Cabanis, 1847 | |
| Subfamília: | Sporophilinae |
| Ridgway, 1901 | |
| Espécie: | S. schistacea |
A cigarrinha-do-norte é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecida também como cigarra-rainha, cigarra-bico-de-lacre, cigarra-papa-arroz, cigarra bico-virado-da copa e papa-capim-cigarra.
Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de, afeiçoado; e do (latim) schistaceus, schistus = da cor da ardósia, cinza ardósia, da cor do xisto. ⇒ (Ave) de cor cinza ardósia que gosta de sementes.
Mede cerca de 11 cm de comprimento. O macho apresenta coloração geral cinza-ardósia, com o peito e a barriga brancos, costumam destacar-se pela berrante coloração amarelo-clara das unhas, e pela coloração e amarelo-alaranjado do bico. Destacam-se também nos machos adultos, duas riscas brancas paralelas no pescoço, em forma de “meia lua”. Os jovens são marrom-oliváceos, mais claros nas partes inferiores. As fêmeas adultas têm coloração de tom amarelado-mostarda, diferindo de S. falcirostris do SE e S do Brasil, de coloração parda. Seu canto é semelhante ao zunido de uma cigarra, porém em escala mais alta e estridente que o de S. falcirostris.
S. s. schistacea (Lawrence, 1862) - América central, em Belize, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Parecida com longipennis, sendo que é uma cor um pouco mais escura no corpo todo, especialmente na face. Mancha branca proeminente na região malar, que se estende ao pescoço. Fêmea menos oliva que longipennis.
S. s. incerta Riley, 1914 - Oeste da Colômbia até o Equador. Parecida com a forma nominal, sendo que possui maior tamanho, o bico é mais grosso e não tem a faixa branca malar.
S. s. longipennis C. Chubb, 1921 - a forma descrita acima. Ocorre em Roraima e no baixo Amazonas (Amapá e ao leste do Pará, na região de Belém, além de Venezuela e Guianas.
Faz um ninho de paredes finas, em formato de xícara, na ponta de galhos, de preferência no alto (em torno de 8 m acima do solo). Põe 2 a 3 ovos branco-acinzentados com pontos e manchas mais escuras, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias.
É uma espécie incomum, podendo ser mais numerosa em determinadas épocas do ano. Habita bordas de florestas úmidas, capoeiras e clareiras em regeneração, apresentando sempre alguma associação com ambientes arbóreos. No sudoeste amazônico, são encontradas em associação com as florestas onde há manchas de bambu (Alencar et al. 2020). Vive solitária ou em pares espalhados, raramente se juntando a outras espécies de pássaros que se alimentam de sementes. Pousa bem alto nas árvores ou em bambus. Seu canto é relativamente melodioso, sendo por isso apreciado.
Roraima e no baixo Amazonas (Amapá e ao leste do Pará, na região de Belém). Encontrada localmente também do México ao Panamá e em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.